O sonho do arquiteto criou a Avenida Luis Carlos Berrini, um dos muitos ninhos de arranha-céus da cidade. Como tudo em São Paulo surgiu do nada e do nada se transformou na base de operações de organizações mundiais, restaurantes self-services e orgulhosos jovens de periferia engravatados. Como muitas avenidas de São Paulo, poderia ser qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil. A represa de Guarapiranga mata a sede de inúmeros paulistanos e de outros cidadãos de outras cidades próximas. É o limite não respeitado do crescimento da cidade. Em suas beiradas legalmente protegidas e preservadas, a miséria busca mais um metro quadrado para um lar ou para um mero depósito de lixo. A cidade se envenena em sua própria miséria. Resignada, a natureza recua lentamente dando espaço para o nada.
An architect's dream created the Avenida Luis Carlos Berrini, one of the many avenues nesting skyscrapers in the city. Like everything else in São Paulo it appeared out of nothing and became the operation basis for global corporations, self-service restaurants and proud lower class young executives. Like many avenues in São Paulo, it could be located anywhere in the world, including Brazil.
The Guarapiranga dam quenches the thirst of many São Pauloers and other citizen in the nearby cities. It is the disrespected limits of the city's growth. On its banks legally protected and preserve, misery searches for another square meter to build a home or dump. The city tastes the poison of its own misery. Forgiving, nature slowly makes way for a void.